quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Todos os teatros de um festival

O Pessoal do Tarará promove uma rinha teatral
Esparrela trouxe a vitalidade de Fernando Texeira

Quantos teatros cabem em um festival? Drama, comédia, infantil, musical, no palco, na rua... O Festival Agosto de Teatro mexeu com os sentidos da classe artística potiguar. Os doze espetáculos do RN e os seis convidados de outros estados nos ofereceram um cardápio pra lá de diversificado, espetáculos vigorosos, uma tendência para o encenação centrada no ator e a necessidade de alguns grupos teatrais repensarem a sua postura estética diante de tudo que vivemos no mundo de hoje.
Uma das funções de um festival é formar opinião e senso crítico. Peço permissão a vocês leitores, ao Festival Agosto de Teatro e aos grupos participantes para exercitar a minha opinião formada nesses oito dias de maratona teatral. Lembrando que me considero leigo no assunto e o que se segue nada mais se trata do que uma opinião.
O teatro apresentado no Festival Agosto de Teatro é jovem e cheio de vitalidade. Estamos num momento de efervescência e bem diferente da fase entre o final da década de 90 e início dos anos 2000, que dizimou uma penca de grupos teatrais. Grupos expressivos para a cena como o Tambor, Ditirambo, Stabanada Cia. De Teatro, Trampo da Trupe, Do Riso ao Pranto, entre muitos outros, deixaram de existir ou estão inoperantes até hoje. Fazer teatro naquela época era roubada! Não dava dinheiro, ninguém ia assistir, patrocínio era lenda e o governo não estava nem aí! Perdemos grandes atores para a advocacia, a engenharia, a arquitetura ou para a vida de dona-de-casa. Eu fui vítima de tais problemas e deixei de me envolver em processos de teatro por ter que trabalhar e estudar.
Também teve uma época que o teatro potiguar pendia para a única vertente do que a professora Clotilde Tavares chama de “Teatro Medieval-Mambembe-Nordestino”. A impressão era que todo mundo estava montando o mesmo espetáculo, com a mesma estética. Kilos de pancake branco na cara, uns instrumentos tocando cantigas de domínio público, um baú e muitas fitas coloridas. Não se experimentava nada diferente.
Hoje o teatro potiguar tem diversidade. Existe uma galera muito jovem e muito forte lutando para impor suas idéias. Ao mesmo tempo as outras gerações mostraram que continuam em boa forma. Por essas e por outras o Festival Agosto de Teatro recuperou a minha fé no teatro potiguar. Não que eu a tivesse perdido, mas me sinto um fiel retornando a minha igreja. Fé que podemos seguir a ordem natural da vida: nascer, crescer, multiplicar, envelhecer e renascer de novo. Não precisa mais morrer!
Mas vamos deixar de blá, blá, blá e partir para as considerações propriamente ditas:
  • A atriz Ivonete Albano merece todas as reverências da classe. É uma grande batalhadora e uma verdadeira operária do fazer teatral. Com coragem, generosidade e responsabilidade conseguiu realizar um sonho antigo da classe artística. Merece palmas e estímulo. Me surpreendi com a força do seu trabalho e a sua dedicação ao teatro potiguar.
  • O público estava lá e se fez presente em todas as ocasiões. Faltou só um pouquinho de etiqueta teatral. 1) Ao entrar em um teatro deve-se desligar o celular ou deixá-lo no modo vibratório. 2) Burburinho, cochichado, twittadas e afins atrapalham a vida de qualquer ator e irrita a pessoa da cadeira ao lado. 3) É proibido comer e beber em uma sala de espetáculos. 4) É proibido tirar fotos com flash.
  • Não assisti aos espetáculos “Achado não é roubado”, “Meu nome” e “Negrinha”. Portanto não vou comentá-los.
  • Também não falarei sobre “Agreste”, “Em cada canto um conto” e “A Farsa do Poder” por não ter assistido os espetáculos na íntegra.
  • O primeiro espetáculo completo que eu assisti foi o experimento “Volta ao Ponto”, e o Grupo Janela de Teatro me convenceu de cara! Meninos jovens e talentosos no palco. O grupo soube se cercar de ótimas escolhas para estruturar o seu trabalho. Teatro com o vigor e a beleza juvenil. Sangue novo e puro. Destaque para o trabalho corporal assinado por Rodrigo Silbat. Desejo vida longa ao grupo. Quero assistir tudo que eles fizerem!
  • O “Milagre Brasileiro” trouxe uma cutucada na ditadura militar ao palco do Festival. O Coletivo de Teatro Alfenim (PB) revela fortes resoluções cênicas para explorar o tema e constrói uma ponte até o teatro de Sófocles, com Antígona. A ditadura é um assunto não resolvido e sempre recorrente, que mexe com diversas zonas de perigo de nossa história. O espetáculo deu uma chacoalhada nos assuntos que pautam a política brasileira hoje através de uma história que o Brasil prefere esquecer. Um questionamento importante e necessário dentro de um festival de teatro.
  • O Coletivo Atores à Deriva está no caminho certo. A história de “Flúvio e o Mar” consegue ser bem contada, a música é divertida, os atores são bons e a mensagem de educação ambiental é latente para o público infantil. O espetáculo estreou dias antes do festival e ainda está em lapidação, gostaria de assisti-lo novamente mais na frente. O meu sobrinho adorou! Uma pergunta: o grupo usou o princípio da reciclagem e do reaproveitamento de materiais em cenários, figurinos e adereços?
  • “As Bondosas” trouxe o velório mais divertido do mundo. O trio Angustia, Prudência e Astúcia é o exemplo de como o teatro travestido pode ser engraçado sem ter uma pegada chula. Me espantou saber que o Grupo Focart de Mossoró está apenas na terceira apresentação do espetáculo. Os atores são muito afinados e têm um jogo teatral muito gostoso de se assistir. A peça “As Bondosas” é uma delícia cremosa! E foram muitas gargalhadas!
  • O espetáculo experimental “O Bizarro Sonho de Steven” declarou “MORTE AO PÚBLICO!” e tirou a platéia do festival da zona de conforto das poltronas acolchoadas para ser o tema de um teatro rock and roll cheio de surpresas. Somos todos cobaias no experimento do Grupo Facetas, Mutretas e Outras Histórias. E parece mesmo que estamos dentro do sonho de alguém. Nos sonhos apocalíticos do Facetas. O espetáculo não é recomendado para pessoas de mente fechada, cardíacos, eleitores de Rosalba e criancinhas. O Facetas é PEDRADA!
  • A “Cia Burlesca de Repertório” me trouxe de volta a dupla João Pinheiro e Alex Ivanovich batendo aquele bolão com o público e com todo o elenco. Praxe! Autêntico teatro de rua potiguar. A dica só fica para o Grupo Artes e Traquinagens investir mais no trabalho vocal para ficar mais bonito ainda. Nota 10 para o cenário e o figurino!
  • Os debates entre os grupos e os apreciadores dos espetáculos foram os grandes momentos do festival. O mestre Amir Haddad, o professor Sávio Araújo e o crítico Kil Abreu iluminaram e abriram a mente dos grupos de todos os espetáculos apresentados. Uma assinatura muito importante para cada espetáculo analisado. Feliz de quem não perdeu esta oportunidade.
  • O Grupo Estandarte de Teatro não estava em seus melhores dias e desafinou no Festival Agosto de Teatro. O espetáculo “Matrióchka: Uma história dentro da história” é confuso e o jogo cênico não foi estabelecido com a platéia. Acho que ao optar por três mulheres em papéis masculinos, sendo que uma delas é uma mulher vestida de homem, o espetáculo perdeu o nexo. E caso o grupo resolva continuar cantando no palco deve desenvolver um estudo vocal de canto. Os atores também não usaram o seu potencial máximo de expressão corporal e facial. A atriz Marinalva Moura é muito boa!
  • O Grupo Estandarte está prestes a completar 25 anos de existência. Sonho com um Estandarte retornando às suas origens. Tenho saudades do Estandarte que invadia as ruas de Natal com espetáculos memoráveis como “Oropa, França e Bahia” e “Dom Chicote Mula Manca”, que nunca saíram do meu pensamento. Mas acho melhor esquecer a apresentação que eu assisti no Agosto de Teatro e esperar o próximo espetáculo do Estandarte.
  • Ainda estou digerindo “Pai & Filho”. O espetáculo do Maranhão é bom mas não se resolve em cena. Baseado na “Carta ao Pai”, de Kafka, o conflito entre pai e filho cheira a incesto mas acaba aí. Apesar da monotonia de alguns momentos, a Pequena Companhia de Teatro arrasa pelo trabalho corporal dos atores e pela condução de Marcelo Flecha. Linguagem inteligente e interessante!
  • Uma pergunta: Por que ator tem fetiche com baú?
  • Os dois momentos mais impressionantes do Festival têm algo em comum. “O Pulo do Gato”, do Pessoal do Tarará e “Esparrela”, do Grupo Bigorna de Teatro, trazem pessoas assumindo o papel de bichos, para falar de humanos. Trabalhos surpreendentes e de recursos mínimos, toda a força do espetáculo vem da energia dos atores com ausência total de maquiagem, figurino, adereços e cenário.
  • Fiquei boquiaberto com o espetáculo “O Pulo do Gato”, o Pessoal do Tarará tem em mãos um espetáculo universal. A ausência de texto dá ao grupo imensas possibilidades. Cheguei a ter medo dos cães do espetáculo. Ficava repetindo “é tudo mentira!”, “é tudo teatro!”, “é tudo brincadeira!”, para uma criança de 2 anos e meio que assistia tranquilamente a apresentação ao meu lado. Eu estava com mais medo do que ela! Medo de ser mordido pelos atores do Tarará. O trabalho corporal de Rodrigo Silbat também é impressionante e responsável pelo meu pavor daqueles cães raivosos. Perdi o fôlego!
  • Já o “Esparrela” me deixou apaixonado por um urubu. O mundo que Fernando Teixeira cria nos contando a história de um homem que capturou um urubu para adquirir moral e dinheiro é acolhedor. O forte expressão do ator me fez conseguir enxergar a asa quebrada do urubu, a panela quente queimando os seus pés e o carinho que nasceu na relação entre o urubu e seu dono. A platéia do Agosto de Teatro veio a baixo!
  • Rodrigo Silbat foi o grande destaque do Festival. O seu trabalho ficou evidenciado nos bem sucedidos “Volta ao Ponto” e “O Pulo do Gato”. E num festival que mostrou a fragilidade corporal de alguns grupos, Rodrigo Silbat fez a diferença! Parabéns!
  • Por fim, “Ultrage” é um prato cheio para quem gosta de boas gargalhadas teatrais. Márcia, Ramona, Adriana e Cia Elas são muito engraçadas. Acho que os números musicais da cena da paquita deviam ser mais ágeis. No mais é só maturar esse comicidade do grupo.
  • Gostaria de ouvir outras opiniões sobre o Festival Agosto de Teatro.
  • Peço a Deus e a Rosalba que o Festival Agosto de Teatro tenha continuidade. Precisamos desse respaldo para o fazer teatral do Rio Grande do Norte. E espero que o projeto se mantenha nas mãos de Ivonete Albano.
De resto, é só comemorar! A cada mostra como esta é feito o registro de uma cena. Por tudo que assisti em oito dias, posso garantir que o teatro potiguar está muito bem na foto!

Por Marcílio Amorim
Fonte: http://www.blogsaladeespera.blogspot.com/

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Na Tribuna do Norte



Amir Haddad: por um teatro politizado

Publicação: 19 de Outubro de 2010 às 00:00


Por Maria Betânia Monteiro - repórter
Um dos maiores encenadores do país, com 53 anos só de teatro, o mineiro radicado no Rio de Janeiro Amir Haddad, faz a história do teatro no Brasil. Não só porque leva às ruas, praças públicas e palcos o resultado do seu brilhante trabalho, simplesmente porque ele reflete, debate, pesquisa e experimenta (muito) antes de ver o produto em cena. “O meu teatro é político o tempo todo, mesmo quando não é época de eleição. Faço discussões ideológicas, falo sobre liberdade, fisicalidade, beleza, poesia, imaginário. Não trabalho como um jogo de cartas marcadas”, disse o encenador em entrevista ao VIVER. Porta voz do fazer teatral (e social) colaborativo, Amir participou do Festival Agosto de Teatro, fazendo o que mais sabe: criticando e ensinado.
Foto: Alex Régis                Amir Haddad - dramaturgo
Durante o Festival, que aconteceu entre os dias 9 e 16 deste mês, três grandes nomes do teatro foram convidados para apreciar os espetáculos apresentados: o diretor, cenógrafo e professor Sávio Araújo; o curador do Festival de Teatro de Recife e do Prêmio Shell, Kill Abreu e Amir Haddad, o mais experiente do grupo. Juntos eles ultrapassaram o objetivo de fazer uma análise estética dos espetáculos e deram aulas sobre teatro.
 Na ocasião em que Amir concedeu entrevista ao VIVER, ele estava reunido com os grupos “O Pessoal do Tarará” (Mossoró) e “Companhia Manacá de Teatro” (Natal). Vestindo jeans e botas, desgastados, blusa regata vermelha, pulseiras de miçanga e uma guia nas cores azul e branca, Amir sentou com liberdade na cadeira e com liberdade falou do autoritarismo escondido nas bainhas da democracia.
Castração em nome da liberdade
Falou do quanto é reduzida a liberdade individual do cidadão em qualquer governo brasileiro e que o Estado é mínimo para auxiliar a cultura, para auxiliar a saúde, a segurança. Mínimo para fazer o trabalho social que as ONGs fazem. Agora ele é máximo no controle da cidadania, ele é total na inibição da liberdade do cidadão. “Ele é totalmente castrador, a ponto de eu ter muita dificuldade de ir para uma praça pública na cidade do Rio de Janeiro para encenar uma peça de teatro”, disse Amir. O Estado sufoca a população em nome da liberdade democrática. “Esta é uma mentira da democracia liberal, da burguesia ocidental”, completou.
Amir coloca que existe uma diferença muito grande entre o teatro que faz e o que a política faz com o teatro. Enquanto as campanhas políticas mentem em nome de uma verdade que ninguém sabe onde está, o seu teatro faz exatamente o oposto: é o teatro de esclarecimento, de iluminação, de clareza. “O teatro, palco das eleições está contaminado. O palco da democracia é um palco comido pela baixeza. Comido pelos métodos vis, obscuros, pela calúnia, pela desmoralização”, falou com  indignação o diretor. Talvez por não conseguir dissociar o teatro da ação Política bem como da realidade, Amir Haddad posicionou-se claramente em defesa da candidata do PT, Dilma Rousseff ao comparar teatro e campanha política e fazer a análise da sociedade brasileira — muito embora a sua fala transcenda o discurso partidário. Para ele, se de um lado é necessário que as campanhas políticas não façam uso do mau teatro, de outro, o bom teatro deve fazer uso da Política. “O teatro, se quiser ser um teatro leal, tem que falar das coisas que vive. Quem faz teatro está fazendo política”.
O trabalho feito por Amir, seja durante debates, palestras, montagens ou junto ao seu grupo, o carioca “Tá na Rua”, é um trabalho essencialmente político, mas não no sentido partidário. No sentido ideológico, do pensamento da construção de um mundo novo.
Apesar de lutar por este mundo novo, Amir é apocalíptico. Acredita que é preciso ver ruir o que foi edificado ideologicamente, politicamente, socialmente. A saída para ele está na construção de um mundo inédito, comunicativo e verdadeiro, algo muito semelhante ao que entende por teatro. “É preciso fazer nascer políticas imediatas de salvação da cidadania, de recuperação e restauração do afeto, da alma popular e essas coisas que só o teatro pode fazer”.
Bom teatro em Natal
O diretor disse que durante o Festival Agosto de Teatro foi possível ver um crescimento muito grande em relação à primeira edição. “Estes espetáculos que estão acontecendo aqui em Natal são iguais a qualquer outro de boa qualidade que acontece no Brasil”, avaliou.
Como o festival ofereceu espetáculos, oficinas e debates, Amir afirmou que o formato teve grande utilidade para os artistas, que passaram a compartilhar as suas experiências. “Os artistas ficam trabalhando sozinhos, isolados. E agora estão trabalhando um ao lado do outro, discutindo, trocando informação. Isso vai fortalecer e muito o movimento teatral da cidade”.
Regionalização é um das mudanças para 2011
A segunda edição do Festival Agosto de Teatro saiu de cartaz neste último sábado e apontou algumas modificações para o ano que vem. Uma delas é a regionalização e a outra a frequência, que pode ter o intervalo estendido, alterações que a diretora do Teatro Alberto Maranhão e idealizadora do festival, Ivonete Albano, encara como sendo positivas. “Tivemos um salto de qualidade muito grande e agora deveremos repensar o formato”, disse.
Repensar o formato não significa alterar a essência do festival. Ele vai continuar sendo um grande momento de interação entre os artistas de todo o país, vai continuar sendo o palco de grandes debates e uma vitrine da produção local.
As apresentações deste segundo festival aconteceram no Teatro Alberto Maranhão, Centro Experimental de Pesquisa e Formação Teatral, Teatro da Cultura Popular Chico Daniel, Sede do Grupo Facetas, Muletas e Outras Histórias, na sede do grupo Artes e Traquinagens e no pátio da Pinacoteca do Estado.
A distribuição dos espetáculos, nos espaços cênicos foi uma decisão tomada a partir das necessidades de cada grupo. Ivonete lembra que “O Pessoal do Tarará”, como tinha um espetáculo experimental preferiu usar um local menor, onde a interação com o público fosse facilitada. Outros como “Meu Nome” e “Flúvio e o Mar” preferiram o Teatro Alberto Maranhão, em função do cenário e da linguagem de forma geral.
Mesmo não sendo um festival regional, esta edição contou com grupos de estados como Paraíba, Maranhão, Pernambuco e São Paulo. O motivo foi o número reduzido de inscrições locais para o festival e consequentemente um número menor de selecionados.
Abrindo a temporada, o público teve a oportunidade de assistir o vencedor do Prêmio Shell, de melhor texto em 2004, o espetáculo “Agreste”, do grupo Razões Inversas (SP). Encerrando o festival, “A Tropa do Balaco Baco”, de Pernambuco apresentou o espetáculo “Para Eros e Thanatos”.
O ponto alto do festival foi a apreciação dos espetáculos, encabeçada pelo diretor, cenógrafo e professor Sávio Araújo; pelo curador do Festival de Teatro de Recife e do Prêmio Shell, Kill Abreu; e pelo encenador e diretor teatral Amir Haddad. A presença de Kill Abreu foi vista com muita euforia, já que ele costuma projetar nacionalmente os grupos de qualidade.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Diálogos Teatrais

Mantendo o mesmo requinte que foi a edição de 2009, as mesas redondas que acontecem sempre nos dias seguintes aos espetáculos, um bate-papo entre a banca examinadora, atores e demais interessados estão dando ao Salão Nobre do Teatro Alberto Maranhão mais pompa que ele já tem. na manhã de hoje presenciei o evento    e o que pude presenciar foi o envolvimento do seguimento teatral potiguar tão inteirado sobre a discussão envolta. 
É muito bom ver e ouvir Amir Haddad esbravejando 53 anos de teatro com a mesma simplicidade que chega membros do Núcleo de Jovens Artistas, Kil Abreu fazendo apontamentos que só elevam a nossa capacidade no fazer Teatral. Sávio Araújo não estava presente hoje, mas sei que sua colaboração teve a mesma riqueza. É muito bom ver figuras como Vera Rocha "jogada" no meio da juventude teatral do RN, como nunca tinha visto. Está sendo um encontro sagrado, prazeroso e impagável para que tem participado destas vivências ainda temos mais um dia de atividades é bom correr e prestigiar neste sábado, dia 16 às 09:00 da matina.

Veja Algumas Fotos:




Hoje:

Não conseguimos foto da companhia

A Farsa do Poder - Grupo Os FodiDários
Início: 16h30
Local: Pátio da Pinacoteca (ao lado da praça André de Albuquerque, Cidade Alta). 

Ultraje - Grupo Elas e Companhia de Teatro
Início: 19h30
Local: Teatro de Cultura Popular (rua Jundiaí, 641, Tirol)

Esparrela - Grupo Bigorna de Teatro
Início: 21h
Local: Teatro Alberto Maranhão (praça Augusto Severo, Ribeira)

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Seguindo a Jornada teatral

Achado não é roubado - Cia. Tropa Trupe de Arte
Início: 16h30
Local: Teatro Alberto Maranhão (praça Augusto Severo, Ribeira)

Negrinha - Cia. Manacá de Teatro
Início: 1Local: Teatro Alberto Maranhão (praça Augusto Severo, Ribeira)9h30

O pulo do gato - Grupo O Pessoal do Tarará
Início: 21h
Local: Centro Experimental (avenida Hermes da Fonseca, Tirol - ao lado do Aero Clube)

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Duas notícias: Uma Boa e outra ruim

A boa:
Haverá duas sessões da peça "O Pulo do Gato" com O Pessoal do Tarará. Sendo que uma delas será para os atores participantes do festival e a outra será para o grande público.
A ruim:
São apenas 70 lugares, é bom ficar atento aos horários da apresentação que ainda não está definida.
Mais informações: 3232 9702

Mais um dia de jornada teatral


A Companhia Burlesca de Espetáculo - Grupo Artes e Traquinagens (RN)

Local: Pátio da Pinacoteca (ao lado da praça André de Albuquerque, Cidade Alta). 

Matrióchka: Uma História Dentro da História - Grupo Estandarte de Teatro (RN) 
Início: 19h30
Local: Teatro de Cultura Popular (rua Jundiaí, 641, Tirol)

Pai e Filho - Pequena Cia. de Atores (MA)
Início: 21h
Local: Teatro Alberto Maranhão (praça Augusto Severo, Ribeira)

Início: 16h30

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Sobre a polêmica dos ingressos

Por mais que andem dizendo que não há ingressos, este que vos escreve neste espaço, optou em buscar ingressos como qualquer outro cidadão potiguar e o qua está acontecendo é que na programação do Festival feliz (ou infelizmente) há 03 (três) espetáculos com linguagens diferentes e que interferem na quantidade de pessoas para assistirem. No mais o que presencio é que realmente nos espetáculos que acontecem no TCP todos têm mesmo que correr e estar lá as 14:00h. afinal, a galera tá chegando cedo e pegando os seus ingressos. O espetáculo Milagre Brasileiro do Coletivo Alfenin que foi responsável pela polêmica por exemplo, na hora sobraram mais ou menos 10 vagas.
O que acontece? as pessoas não estão indo pegar os ingressos e as vezes não se disponibilizam a arriscar entrar. A produção do Festival não deixa ninguém no lado de fora quando há espaço para comportar quem não conseguiu senhas. A Peça Meu nome ontem deu aproximadamente meia casa. Então, galera que está reclamando por ingresssos, vamos a luta. No final dá tudo certo.

Só Reforçando que a Somente as Peças O Pulo do Gato d'o Pessoal do Tarará e O Bizarro Sonho de Steven - Grupo Facetas, Mutretas e Outras Histórias (RN) é que têm público limitado, os demais é correr para as bilheterias e curtir o festival, pois ele já patrimônio nosso.

Hoje em Cena:

Em Cada Canto Um Conto - Grupo Estação de Teatro (RN)

Início: 16h30
Local: Teatro Alberto Maranhão (praça Augusto Severo, Ribeira)
Contato: 3222 3669

Não Foi possível lkocalizar foto da companhia
As Bandosas - Cia Focart de Teatro (RN)

Início: 19h30

Local: Teatro de Cultura Popular (rua Jundiaí, 641, Tirol)
Contato: 3232 5307

O Bizarro Sonho de Steven - Grupo Facetas, Mutretas e Outras Histórias (RN)
Início: 21h
Local: Tecesol (rua Governador Valadares, 4853, conjunto Pirangi)
Contato: 8835 9242

As Oficinas estão bombando

Quem está participando das oficinas, tem considerado o elemento complementar do Festival Agosto de Teatro. A qualidade do facilitadores e os temas abordados  dão oportunidade à formação de novos profissionais e a reciclagem de veteranos. A aceitação está sendo apontada por todo mundo que foi questionado sobre a qualidade e a importância de seus acontecimentos.

Veja imagens das oficinas:

Oficina de Bonecos com Romualdo Freitas
Oficina de Bonecos com Romualdo Freitas
Oficina de Bonecos com Romualdo Freitas
Oficina: Pedagogia do Espectador com Marcelo Soler
Oficina: Pedagogia do Espectador com Marcelo Soler
Oficina: Pedagogia do Espectador com Marcelo Soler
Oficina: Elaboração de Projetos Teatrais para Leis de Incentivo
Josenilton Tavares
Oficina: Elaboração de Projetos Teatrais para Leis de Incentivo
Josenilton Tavares
Oficina: Elaboração de Projetos Teatrais para Leis de Incentivo
Josenilton Tavares
Oficina: Teatralidades Textuais Além do Drama
Stephan Baumgamrtel
Oficina: Teatralidades Textuais Além do Drama
Stephan Baumgamrtel

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Em Cartaz hoje:

Fluvio e o Mar
Coletivo Artístico Atores a Deriva
Teatro de Cultura Popular 16:30h.
Contato: 3232 5307
Meu Nome
Grupo de Teatro Casa da Ribeira
Teatro Alberto Maranhão 19:30h.
Contato: 3222 3669

domingo, 10 de outubro de 2010

Ainda Hoje:

Volta ao Ponto
Grupo de Teatro Janela
Teatro de Cultura Popular 19:30h.
contato: 3232 5307


Milagre Brasileiro
Coletivo de Teatro Alfenim
Teatro Alberto Maranhão 21:00h.
contato: 3222 3669


Lembrando que os ingressos são Gratuitos e estão disponíveis sempre a partir das 14:00h. E que é bom chegar cedo que a galera não tá brincando e não há reservas.

Começou!!!

Foi com grande expectativa que o público foi chegando ao teatro e o buxixo tomou conta de todo o largo do TAM, atores, apreciadores e demais curiosos foram começando a celebração ainda do lado de fora. O primeiro impacto foi a recepção da estátua que voltou a ter o seu pedestal original, mais um ganho na atual gestão do Teatro Alberto Maranhão no cuidado pela preservação do patrimônio histórico. Na sequência, a Diretora Ivonete Albano deu as boas vindas para quem foi curtir a noite de abertura e convidou o Diretor Geral fez uma grande explanação sobre as principais ações para o seguimento teatral, até então e reforçou dizendo que o Festival Agosto de Teatro é uma unanimidade inteligente, afinal, que irá se opor diante de um evento tão grandioso? Quem vier pela frente terá o dever de dar continuidade para este legado.

Chegou o grande momento as cortinas se abriram e a platéia totalmente encantada com a apresentação da peça Agreste com o Grupo Razões Inversas, um dos trabalhos mais intensos que me dei o luxo de ver, os dois atores muito bem envolvidos no curioso romance que chegara ao fim. Texto muito bem escrito, peça excepcionalmente dirigida e o potencial nada a desejar dos atores João Carlos Andreazza e Paulo Marcelo que contagiariam a platéia na primeira noite do nosso Festival Agosto de Teatro.

Veja Alguns momentos da Primeira Noite:

A Secretaria do Festival mandando bala para que o evento seja
mais uma vez sucesso garantido
antes dos portões abrirem, ultimas finalizações para a
grande surpresa da noite
Olha a fila: isto é só metade dela

uma grande celebração: encontro de amigos apreciadores
de teatro

Repetindo a dose so ano passado, casa lotada

A Diretora do Teatro Ivonete Albano e o Diretor Geral da FJA
Crispiniano Neto dando as boas Vindas ao Festival.
Cena de Agreste com o Grupo Razões Inversas/SP que
emocionaram na primeira noite do Festival Agosto de Teatro

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Também no twitter

Caros Amigos,

O Festival Agosto de Teatro também está no Twitter. Siga @AgostodeTeatro e fique por dentro de tudo que vai rolar durante a maior mostra do teatro potiguar!

O Festival Agosto de Teatro acontece entre os dias 09 e 16 de outubro em vários espaços cênicos da cidade e tem toda sua programação gratuita. Também serão oferecidas oficinas de formação teatral que já estão com inscrições abertas pelos seguintes contatos: fja_festivalagostodeteatro@yahoo.com.br ou pelo telefone (84) 3232 9702.


Twitter: www.twitter.com/AgostodeTeatro

Olhe a programação completa:


Espetáculo Agreste - Grupo Razões Inversas (SP)

O Festival Agosto de Teatro será aberto com o espetáculo “Agreste”, do Grupo Razões Inversas (SP) no próximo sábado (9). A apresentação será no Teatro Alberto Maranhão, às 20h30. A entrada é gratuita, mediante retirada de senhas na bilheteria do teatro, a partir das 14h.
Prêmio Shell de melhor texto em 2004 e prêmio APCA de melhor espetáculo e autor, a peça conta com os atores Paulo Marcello e João Carlos Andreazzanarrando e representando as personagens da história: um casal de lavradores simples que, em meio à seca, descobre o amor.
Após pressentir algo perigoso que se aproxima, o casal decide fugir. A mulher vem a compreender o porquêanos depois, após a morte do marido. Machucada pela perda, sem entender a dimensão de seus atos, ela acaba sendo vítima do horror da intolerância.
Além do espetáculo convidado, serão apresentados outras 17 peças, abertas ao público. Veja a programação completa:

Sábado (9)
Agreste - Grupo Razões Inversas (SP)
Início: 20h30
Local: Teatro Alberto Maranhão (praça Augusto Severo, Ribeira)

Domingo (10)
Volta ao Ponto - Grupo de Teatro Janela (RN)
Início: 19h30
Local: Teatro de Cultura Popular (rua Jundiaí, 641, Tirol).

Milagre Brasileiro - Coletivo de Teatro Alfenim (PB)
Início: 21h
Local: Teatro Alberto Maranhão (praça Augusto Severo, Ribeira).

Segunda-feira (11)
Flúvio e o Mar - Coletivo Artístico Atores a Deriva (RN)
Início: 16h30
Local: Teatro de Cultura Popular (rua Jundiaí, 641, Tirol)

Meu Nome - Grupo de Teatro Casa da Ribeira (RN)
Início: 19h30
Local: Teatro Alberto Maranhão (praça Augusto Severo, Ribeira)

Terça-feira (12)
Em Cada Canto Um Conto - Grupo Estação de Teatro (RN)
Início: 16h30
Local: Teatro Alberto Maranhão (praça Augusto Severo, Ribeira)

As Bandosas - Cia Focart de Teatro (RN)
Início: 19h30
Local: Teatro de Cultura Popular (rua Jundiaí, 641, Tirol)

O Bizarro Sonho de Steven - Grupo Facetas, Mutretas e Outras Histórias (RN)
Início: 21h
Local: Tecesol (rua Governador Valadares, 4853, conjunto Pirangi)

Quarta-feira (13)
A Companhia Burlesca de Espetáculo - Grupo Artes e Traquinagens (RN)
Início: 16h30
Local: Pátio da Pinacoteca (ao lado da praça André de Albuquerque, Cidade Alta).

Matrióchka: Uma História Dentro da História - Grupo Estandarte de Teatro (RN)
Início: 19h30
Local: Teatro de Cultura Popular (rua Jundiaí, 641, Tirol)

Pai e Filho - Pequena Cia. de Atores (MA)
Início: 21h
Local: Teatro Alberto Maranhão (praça Augusto Severo, Ribeira)

Quinta-feira (14)
Achado Não é Roubado - Cia. Tropa Trupe de Arte (RN)
Início: 16h30
Local: Teatro Alberto Maranhão (praça Augusto Severo, Ribeira)

Negrinha - Cia. Manacá de Teatro (RN)
Início: 19h30
Local: Teatro de Cultura Popular (rua Jundiaí, 641, Tirol)

O Pulo do Gato - Grupo O Pessoal do Tarará (RN)

Início: 21h
Local: Centro Experimental (avenida Hermes da Fonseca, Tirol – ao lado do Aero Clube).

Sexta-feira (15)
A Farsa do Poder - Grupo OsFodiDários (PB)
Início: 16h30
Local: Pátio da Pinacoteca (ao lado da praça André de Albuquerque, Cidade Alta).

Ultraje - Grupo Elas e Companhia de Teatro (RN)
Início: 19h30
Local: Teatro de Cultura Popular (rua Jundiaí, 641, Tirol)

Esparrela - Grupo Bigorna de Teatro (PB)
Início: 21h
Local: Teatro Alberto Maranhão (praça Augusto Severo, Ribeira)

Sábado (16)
Para Eros e Thanatos - A Tropa do Balaco Baco (PE)
Inicio: 20h
Local: Mãos nas Artes (sede do Grupo Artes e Traquinagens)

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Os Grupos selecionados foram:




Grupo/Companhia
Espetáculo
Elas & Cia Teatral
Ultraje
Tropa Trupe Cia de Artes
Achado não é Roubado
Coletivo Artístico Atores à Deriva
Flúvio e o Mar
Grupo Estação de Teatro
Em Cada Canto um Conto
Grupo Estandarte de Teatro
Matrióchka: uma história dentro da história
Grupo O Pessoal do Tarará
O Pulo do Gato
Grupo Facetas, Mutretas e outras Histórias
O Bizarro sonho de Steven
Grupo Casa da Ribeira de Teatro
Meu Nome
Cia Manacá de Teatro
Negrinha
Grupo de Teatro Janela
Volta, ao ponto. Um experimento
Grupo de Teatro Artes e Traquinagens
Companhia Burlesca de Repertório
Cia Focart de Teatro 
As Bondosas


Queremos parabenizar a todos os grupos e companhias que tiveram seus projetos selecionados e desejar a nossa espectativa de que mais uma vez o Festival Agosto de Teatro será uma linda celebração do Teatro Potiguar. A todos os classificados, Merda!

terça-feira, 28 de setembro de 2010

1ª Celebração 2010

Para Visualizá-la melhor: Clique na imagem
Hoje será anunciado no Teatro Alberto Maranhão, às 19 horas, os grupos participantes do Festival Agosto de Teatro. Durante o fim de semana a curadoria formada por Kil Abreu (PR), Eleonora Montenegro (PB) e Anderson Guedes (PE) esteve reunida para selecionar os grupos que irão participar da edição 2010 de Festival. Na ocasião também serão lançados o vídeo e CDs de fotos do Festival passado. 

A programação da noite conta ainda com duas performances teatrais e apresentação da Companhia de Dança do Teatro Alberto Maranhão.

O Festival Agosto de Teatro acontece entre os dias 09 e 16 de outubro em vários espaços cênicos da cidade e tem toda sua programação gratuita. Também serão oferecidas oficinas de formação teatral que já estão com inscrições abertas pelos seguintes contatos: fja_festivalagostodeteatro@yahoo.com.br ou pelo telefone (84) 3232 9702.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Listagem completa das oficinas

Oficina de Maquiagem com Amaro Lima
Festival Agosto de Teatro 2009
Foto: Lenilton Lima

01) Devorando Shakespeare - Clotilde Tavares  (Natal).
      Data: 11/10 a 15/10
       Horário: 14hs às 16hs
      

02) Pedagogia do Espectador - Marcelo Soler (São Paulo).
       Data: 10/10 a 15/10
       Horário: 14hs às 16hs
      

03) Bonecos - Romualdo Freitas (Recife).
       Data: 10/10 a 15/10
       Horário: 14hs às 16hs
      

04) Elaboração de Projetos Teatrais para Leis de Incentivo e Editais - Josenilton Tavares (Natal).
       Data: 10/10 a 15/10
       Horário: 14hs às 16hs
      

05) Teatralidades Textuais além do Drama- Stephan Baumgärtel (Santa Catarina).
     Data: 10/10 a 15/10
      Horário: 14hs às 16hs

       
 Observação: Divulgaremos o local das oficinas posteriormente.


Mais informações:

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Agora é a vez da curadoria

Anderson Guedes

Eleonora Montenegro

 

Kil Abreuu
  Para formar a curadoria do Festival Agosto de Teatro juntamente com Kil Abreu e Eleonora Montenegro, está chegando em Natal nesta sexta feira o Ator e Diretor de Teatro Anderson Guedes. Anderson é um dos participantes do Movimento de Teatro Popular de Pernambuco, onde criou e coordena o Festival de Teatro de Rua de Recife.